16 de outubro de 2012

Como você lida com a adversidade em sua vida?

Um dia…

Uma moça queixou-se a sua mãe sobre sua vida e de como as coisas estavam tão difíceis para ela. Ela já não sabia mais o que fazer e queria desistir. Estava cansada de lutar e combater. Parecia que, assim que um problema estava resolvido, um outro surgia.

Então, sua mãe levou-a até a cozinha. Encheu três panelas com água e colocou cada uma delas em fogo alto. Logo, as panelas começaram a ferver. Em uma delas, colocou cenouras, em outra, ovos e, na última, pó de café. Deixou que tudo fervesse, sem dizer uma palavra. A filha deu um suspiro e esperou impacientemente, imaginando o que ela estaria fazendo.

Minutos depois, ela apagou o fogo. Pegou as cenouras, os ovos e o café, colocando-os em recipientes separados. Virou-se para a filha e perguntou:

– Querida, o que você está vendo?

– Cenouras, ovos e café – ela respondeu.

Ela a trouxe para mais perto e pediu-lhe para experimentar as cenouras. Ela obedeceu e notou que as cenouras estavam macias.

Ela, então, pediu-lhe que pegasse um ovo e o quebrasse. Ela obedeceu e, depois de retirar a casca, verificou que o ovo endurecera com a fervura.

Finalmente, ela lhe pediu que tomasse um gole do café. Ela sorriu ao sentir seu aroma delicioso e então perguntou:

– O que isto significa, mãe?

– Cada um destes – a cenoura, o ovo e o café – enfrentou a mesma adversidade, a água fervendo, mas cada um reagiu de maneira diferente. A cenoura, outrora crua e rígida, amolecera e se tornara frágil. Os ovos, antes frágeis, mesmo com sua casca protegendo o líquido interior, tornaram-se firmes e mais resistentes. Já o pó de café é incomparável: depois que o coloquei na água fervente, ele mudou a própria água.

Após profundo silêncio, a mãe prosseguiu:

– Qual deles é você? Quando a adversidade bate à sua porta, como você responde? Você é a cenoura, o ovo ou o pó de café? Você é como a cenoura, parecendo firme e forte, mas, com a dor e a adversidade, murcha e se torna frágil, perdendo sua força? Ou será que você é como o ovo, começando maleável, mas, depois de sofrer alguma pressão da vida, torna-se dura? Sua “casca” até parece a mesma, mas por dentro, você está dura. Será que você é como o pó de café? Você transforma o meio que a aflige, altera o que está trazendo a dor e oferece algo melhor e mais gostoso do que havia antes da adversidade?

Elas se abraçaram e choraram de alegria por ter uma à outra.

Lição: Como você lida com a adversidade? Pense nisto. Você é a cenoura, o ovo ou o café?

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15 de outubro de 2012

A Importância do desapego – por André Lima (www.eftbr.com.br)

O apego é uma forma de dependência emocional e acaba sempre levando ao sofrimento. Apego aos filhos, a profissão, a alguma situação de vida, a um relacionamento, a resolução de algum problema… Quanto maior o apego, maior a ansiedade e a necessidade de controlar as pessoas e situações para que possamos ter uma temporária sensação de paz, satisfação ou felicidade. É na verdade uma prisão emocional. O nosso bem estar deixa de ficar nas nossas mãos.

O apego é visto muitas vezes como algo positivo, como se fosse sinal de cuidado. A preocupação com alguma situação é uma manifestação do apego. Tem gente que não se permite relaxar diante de algo que ainda não foi resolvido porque acha que isso seria uma forma de desleixo, e assim não consegue se desapegar.

Desapego é diferente de desinteresse ou de “não estar nem aí”. Se desapegar significa ficar em paz, mesmo enquanto acontece algo que desejaríamos que fosse diferente ou enquanto algo não foi resolvido. É o abrir mão de controlar as situações da vida, as quais não temos realmente nenhum controle mas agimos como se tivéssemos. Podemos permanecer cuidadosos, porém, sem qualquer tipo de apego.

Quando dissolvemos as preocupações e a necessidade de controle, ficamos em paz independente dos resultados externos. O mais interessante é que, quanto maior o desapego, mais as coisas tendem a funcionar bem.

A energia do apego acaba atrapalhando relacionamentos e afastando as pessoas. Quem se comporta dessa forma sofre mais rejeição. O apego atrapalha também a resolução de situações.

Talvez já tenha acontecido em algum momento da sua vida o seguinte. Você se preocupa muito com alguma coisa, deixa de dormir, faz de tudo, e nada se resolve. Depois, cansado de sofrer, você simplesmente deixa de se preocupar com a situação, relaxa e entrega. O que tiver que ser, será. Nesse momento, sua paz interior não mais depende do resultado, pois você agora já está em paz. E depois desse relaxamento, a situação acaba se resolvendo. Será coincidência? Eu acredito que não. As coisas vem com menos esforço quando já estamos em paz.

Nesse estado de desapego é mais fácil ter idéias e tomar iniciativas. A motivação não está mais ligada a sentimentos negativos. Assim a ação é livre de tensões e por isso se torna mais eficiente.

Quem estuda e pratica a lei da atração deve estar familiarizado com os seguintes passos:

1 – Visualizar aquilo que se deseja como se já fizesse parte da sua realidade.

2 – Gerar sentimentos positivos em torno da visualização como se já estivesse usufruindo dos resultados agora.

3 – Entregar os resultados, ou seja, desapegar 100% se vai acontecer ou não, e ficar em paz.

Este último passo pode parecer confuso para alguns, mas é muito importante. O que está por trás disso é a sabedoria de que nossa paz interior e felicidade não deve depender de situações externas, e que quanto mais felizes somos no presente, mais conseguiremos realizar nossos desejos sem esforço. Os desejos deixam de ser “necessidades”. Se tornam apenas como um jogo, uma brincadeira, sem tensão, dependência ou medo.

Pela lei da atração, atraímos aquilo que sentimos. A vibração da necessidade de que aconteça uma determinada coisa é uma vibração de escassez, de que falta algo. Então a tendência é atrairmos mais escassez, o que acaba afastando aquilo que desejamos.

Nos relacionamentos, o apego é interpretado por muitos como um sinal de amor e cuidado pelo outro. Mas o que acaba ocorrendo é um jogo de manipulação devido a essa dependência emocional. Existe sempre muito medo inconsciente por trás desse jogo. O sofrimento vem mais hora menos hora, pois não é possível controlar os pensamentos, sentimentos e atitudes de outras pessoas.

Quando nos desapegamos dos nossos relacionamentos, ficamos mais seguros e acabamos transmitindo isso, o que nos torna pessoas mais interessantes. O outro lado se sente mais atraído.

10 de outubro de 2012

Desejos – por Carlos Drummond de Andrade

Desejo a vocês…

Fruto do mato

Cheiro de jardim

Namoro no portão

Domingo sem chuva

Segunda sem mau humor

Sábado com seu amor

Filme do Carlitos

Chope com amigos

Crônica de Rubem Braga

Viver sem inimigos

Filme antigo na TV

Ter uma pessoa especial

E que ela goste de você

Música de Tom com letra de Chico

Frango caipira em pensão do interior

Ouvir uma palavra amável

Ter uma surpresa agradável

Ver a Banda passar

Noite de lua cheia

Rever uma velha amizade

Ter fé em Deus

Não ter que ouvir a palavra não

Nem nunca, nem jamais e adeus.

Rir como criança

Ouvir canto de passarinho.

Sarar de resfriado

Escrever um poema de Amor

Que nunca será rasgado

Formar um par ideal

Tomar banho de cachoeira

Pegar um bronzeado legal

Aprender um nova canção

Esperar alguém na estação

Queijo com goiabada

Pôr-do-Sol na roça

Uma festa

Um violão

Uma seresta

Recordar um amor antigo

Ter um ombro sempre amigo

Bater palmas de alegria

Uma tarde amena

Calçar um velho chinelo

Sentar numa velha poltrona

Tocar violão para alguém

Ouvir a chuva no telhado

Vinho branco

Bolero de Ravel

E muito carinho meu.

17 de setembro de 2012

“Enquanto eu tiver perguntas

e não houver respostas…

continuarei a escrever.” 

Clarice Lispector

14 de setembro de 2012

“Não dê as costas a possíveis futuros,antes de ter certeza de que não tem nada a prender com eles.” 

Richard Bach

30 de julho de 2012

Ajude Sempre

 
Diante da noite, não acuse as trevas. Aprenda a fazer lume. Em vão condenará você o pântano. Ajude-o a purificar-se.No caminho pedregoso, não atire calhaus nos outros.Transforme os calhaus em obras úteis.Não amaldiçoe o vozerio alheio.

Ensine alguma lição proveitosa, com o silêncio.

Não adote a incerteza, perante as situações difíceis.

Enfrente-as com a consciência limpa.

Debalde censurará você o espinheiro.

Remova-o com bondade.

Não critique o terreno sáfaro.

Ao invés disso, dê-lhe adubo.

Não pronuncie más palavras contra o deserto.

Auxilie a cavar um poço sob a areia escaldante.

Não é vantagem desaprovar onde todos desaprovaram.

Ampare o seu irmão com a boa palavra.

É sempre fácil observar o mal e identificá-lo.

Entretanto, o que o Cristo espera de nós

outros é a descoberta

e o cultivo do bem para que o

Divino Amor seja glorificado.

 

(Xavier, Francisco Cândido. Da obra: Agenda Cristã. Ditado pelo Espírito André Luiz. Edição de Bolso. Rio de Janeiro, RJ: FEB, 1999).
19 de julho de 2012

Sentir-se amado – por Martha Medeiros

O cara diz que te ama, então tá. Ele te ama.

Sua mulher diz que te ama, então assunto encerrado.

Você sabe que é amado porque lhe disseram isso, as três palavrinhas mágicas. Mas saber-se amado é uma coisa, sentir-se amado é outra, uma diferença de milhas, um espaço enorme para a angústia instalar-se.

A demonstração de amor requer mais do que beijos, sexo e verbalização, apesar de não sonharmos com outra coisa: se o cara beija, transa e diz que me ama, tenha a santa paciência, vou querer que ele faça pacto de sangue também?

Pactos. Acho que é isso. Não de sangue nem de nada que se possa ver e tocar. É um pacto silencioso que tem a força de manter as coisas enraizadas, um pacto de eternidade, mesmo que o destino um dia venha a dividir o caminho dos dois.

Sentir-se amado é sentir que a pessoa tem interesse real na sua vida, que zela pela sua felicidade, que se preocupa quando as coisas não estão dando certo, que sugere caminhos para melhorar, que coloca-se a postos para ouvir suas dúvidas e que dá uma sacudida em você, caso você esteja delirando. “Não seja tão severa consigo mesma, relaxe um pouco. Vou te trazer um cálice de vinho”.

Sentir-se amado é ver que ela lembra de coisas que você contou dois anos atrás, é vê-la tentar reconciliar você com seu pai, é ver como ela fica triste quando você está triste e como sorri com delicadeza quando diz que você está fazendo uma tempestade em copo d´água. “Lembra que quando eu passei por isso você disse que eu estava dramatizando? Então, chegou sua vez de simplificar as coisas. Vem aqui, tira este sapato.”

Sentem-se amados aqueles que perdoam um ao outro e que não transformam a mágoa em munição na hora da discussão. Sente-se amado aquele que se sente aceito, que se sente bem-vindo, que se sente inteiro. Sente-se amado aquele que tem sua solidão respeitada, aquele que sabe que não existe assunto proibido, que tudo pode ser dito e compreendido. Sente-se amado quem se sente seguro para ser exatamente como é, sem inventar um personagem para a relação, pois personagem nenhum se sustenta muito tempo. Sente-se amado quem não ofega, mas suspira; quem não levanta a voz, mas fala; quem não concorda, mas escuta.

Agora sente-se e escute: eu te amo não diz tudo.

8 de julho de 2012

A CAMISA NO VARAL – por Jamil Damous

No varal,

uma camisa veste o vento

e seca ao sol

Estendida no tempo .

Atravessou manhãs

imune ao dano

de que o dono

não ficou impune .

Se pui de outra maneira

e de outra forma desbota .

Em sua carne de pano

os dias traçam outra rota .

Agitam-se como bandeiras

os seus significados ,

Todos ocultos na cor

e no xadrez intrincado .

No bolso , o que se guarda ?

Um bilhete suicida ,

um inédito poema

ou o segredo da vida ?

Na etiqueta , que palavra

seca ao sol o seu sentido ?

Será uma simples marca

ou um signo perdido ?

Como salvar no tempo

essa camisa só símbolo ?

No varal da memória ,

ela balança seu enigma .

Fonte: http://palavrarte.sites.uol.com.br

22 de janeiro de 2012

Traduzir-se – Ferreira Gullar

Uma parte de mim é todo mundo: outra parte é ninguém: fundo sem fundo.

Uma parte de mim é multidão: outra parte estranheza e solidão.

Uma parte de mim pesa, pondera: outra parte delira.

Uma parte de mim almoça e janta: outra parte se espanta.

Uma parte de mim é permanente: outra parte se sabe de repente.

Uma parte de mim é só vertigem: outra parte, linguagem.

Traduzir uma parte na outra parte — que é uma questão de vida ou morte — será arte?

Ferreira Gullar

De Na Vertigem do Dia (1975-1980)

5 de junho de 2011

Dia mundial do meio ambiente (05/06/2011) Uma data de reflexão sobre nossos hábitos e nosso futuro

 

Hoje comemora-se o dia oficial do meio ambiente e da ecologia. Para celebrar, talvez o melhor presente seja um pouco de informação.

Ao ouvir o termo ‘meio ambiente’, todo mundo se lembre logo de árvores, este é na verdade o nome de todas as coisas que existem naturalmente na Terra – vivas e não-vivas! Fenômenos biológicos, químicos, físicos e sociais estão incluídos. Ou seja, todo o animal, planta, raio, pedra, rio, ar, energia, magnetismo, chuva. Absolutamente tudo que aconteceria sem a interferência humana.

Na verdade, ‘meio ambiente’ é um termo redundante – poderíamos citar apenas uma das palavras, mas só as duas juntas ganharam esta conotação ecológica.

Ecologia, aliás, é outra palavra a ser destrinchada. Eco é um prefixo que vem do grego e também é aplicado em economia. Significa “casa” – em ecologia no sentido de “lar”; em economia, no sentido de “propriedade”.

Ecologia seria, portanto, o estudo do nosso lar.

Infelizmente, nós, os seres humanos, não estamos sendo cuidadosos com este lar. Esquecemos que somos apenas um dos vários condôminos. Algumas pessoas, entretanto, vêm fazendo o possível para ser bons vizinhos, e são a elas que devemos parabenizar.

Lavar o carro com um balde, fechar a torneira ao escovar os dentes, não jogar lixo no chão, reutilizar e reciclar tudo que for possível, tirar aparelhos da tomada à noite, voar o menos possível, reduzir o consumo… Todas estas ações simples já são extremamente benéficas ao planeta.

O consumo excessivo, os químicos e a baixa durabilidade dos objetos de consumo de hoje são todos heranças da década de 50, quando acreditava-se que qualquer coisa que tivesse passado por uma fábrica era melhor que um produto natural. Não precisamos ir muito longe para achar exemplos. Nos anos 20, tinha-se uma única geladeira para a vida inteira – hoje, sentimos a necessidade de troca-la depois de poucos anos de uso.

Por que esta obsessão pelo novo? Neste caso, o melhor é pensar num consumo consciente com o objetivo de analisar se a troca é realmente necessária.

Fonte: http://www.canalazultv.com.br/redeambiente/novidade.asp?id_CON=240