Archive for ‘Uncategorized’

28 de março de 2013

PALAVRAS DO DHARMA

Nós criamos causas e condições.

Somos os produtores, os atores, os diretores, os roteiristas desse grande espetáculo que é a nossa vida, a vida do planeta, do universo, de tudo o que existe.

Quando cada um de nós atua no melhor de seu potencial – não de qualquer jeito, mas fazendo o que é correto, fazendo o seu melhor; não para dizer que somos o bom, mas o melhor para que todos possam se manifestar no melhor de seu potencial –, contribuímos para uma vida de harmonia, beleza, ternura, amor.

O importante não é o que ganhamos, mas com o que podemos contribuir.

Isso é a transformação.

 Por Monja Coen

Extraído de “Palestra do Darma” na Comunidade Zen Budista

12 de março de 2013

imagem para meu blog

“Há três coisas na vida que nunca voltam atrás: a flecha lançada,

a palavra pronunciada e a oportunidade perdida”.

 

31 de janeiro de 2013

A MAIOR TRAGÉDIA DE NOSSAS VIDAS – Por Fabrício Carpinejar

Morri em Santa Maria hoje. Quem não morreu? Morri na Rua dos Andradas, 1925. Numa ladeira encrespada de fumaça. 
A fumaça nunca foi tão negra no Rio Grande do Sul. Nunca uma nuvem foi tão nefasta.

Nem as tempestades mais mórbidas e elétricas desejam sua companhia. Seguirá sozinha, avulsa, página arrancada de um mapa.

A fumaça corrompeu o céu para sempre. O azul é cinza, anoitecemos em 27 de janeiro de 2013.

As chamas se acalmaram às 5h30, mas a morte nunca mais será controlada.

Morri porque tenho uma filha adolescente que demora a voltar para casa.

Morri porque já entrei em uma boate pensando como sairia dali em caso de incêndio.

Morri porque prefiro ficar perto do palco para ouvir melhor a banda.

Morri porque já confundi a porta de banheiro com a de emergência.

Morri porque jamais o fogo pede desculpas quando passa.

Morri porque já fui de algum jeito todos que morreram.

Morri sufocado de excesso de morte; como acordar de novo?

O prédio não aterrissou da manhã, como um avião desgovernado na pista.

A saída era uma só e o medo vinha de todos os lados.

Os adolescentes não vão acordar na hora do almoço. Não vão se lembrar de nada. Ou entender como se distanciaram de repente do futuro.

Mais de duzentos e quarenta jovens sem o último beijo da mãe, do pai, dos irmãos.

Os telefones ainda tocam no peito das vítimas estendidas no Ginásio Municipal.

As famílias ainda procuram suas crianças. As crianças universitárias estão eternamente no silencioso.

Ninguém tem coragem de atender e avisar o que aconteceu.

As palavras perderam o sentido.

 

 * Poema escrito em homenagem às vítimas do incêndio em Santa Maria (RS)

 Fabrício Carpinejar é escritor, jornalista e professor universitário, autor de vinte e um livros e pai de dois filhos.

 https://www.facebook.com/carpinejar

 http://carpinejar.blogspot.com.br

 
7 de janeiro de 2013

Alimentos: estamos informados sobre o que é realmente importante?

(por: W. Bastos)

Nunca vejo televisão. As pessoas me dizem que, procedendo assim, ficarei desinformado sobre coisas importantes. Prefiro não argumentar muito e simplesmente sigo na minha opção de boicotar a TV.

Mas o fato é que todos esses “vedores de TV” não me parecem tão informados assim. Quando estou no supermercado, por exemplo, sempre puxo papo com alguém que esteja perto dos vidros de óleo de soja. Escolho uma embalagem de óleo e mostro para a pessoa, perguntando se ela sabe o que significa um pequeno triângulo amarelo estampado no rótulo. Até hoje ninguém soube me responder o que sinaliza tal selo amarelo com a letra T maiúscula.

E você, caro leitor, sabe o que significa esse sinal?

transgenicos

Significa que o alimento contém material transgênico. O fabricante não quer que você saiba disso, nem as “informativas” emissoras de TV, patrocinadas pelos monstros do agronegócio.

Depois de muita luta, movimentos ecológicos conseguiram pressionar o governo e, hoje, os empresários são obrigados a imprimir nos rótulos o referido símbolo padrão. Este, por imposição legal, tem de ser usado nas embalagens de produtos transgênicos destinados ao consumo humano e animal.

Foi árdua a luta para conquistar a obrigatoriedade do selo. Lembro que ativistas, munidos de adesivos, se organizavam e entravam em supermercados grudando o triângulo nos produtos transgênicos. Enfrentavam seguranças do mercado e até a polícia. “Não estamos destruindo nada, apenas informando a população”, diziam enquanto continuavam a colar o adesivo nos produtos transgênicos. Eram levados para a delegacia, mas sempre se voltava para a mesma louvável ação direta em favor do selo.

Hoje o selo é obrigatório. Mas pouquíssimos sabem o que ele significa. Que tal você reproduzir este texto e informar outras pessoas? Ou então escreva seu próprio texto, que acha? Você pode até incluir informações sobre o que são transgênicos. Vá lá. Pesquise. Você mesmo pode fazer, não precisa de mim para isso. Só não acho que seria boa ideia buscar informações sobre transgênicos na televisão… Bem, você que sabe.

Fonte: http://www.greenpeace.org.br

3 de janeiro de 2013

RECEITA DE ANO NOVO – Carlos Drummond de Andrade

Para você ganhar belíssimo Ano Novo
cor do arco-íris, ou da cor da sua paz,
Ano Novo sem comparação com todo o tempo já vivido
(mal vivido talvez ou sem sentido)
para você ganhar um ano
não apenas pintado de novo, remendado às carreiras,
mas novo nas sementinhas do vir-a-ser;
novo
até no coração das coisas menos percebidas
(a começar pelo seu interior)
novo, espontâneo, que de tão perfeito nem se nota,
mas com ele se come, se passeia,
se ama, se compreende, se trabalha,
você não precisa beber champanha ou qualquer outra birita,
não precisa expedir nem receber mensagens
(planta recebe mensagens?
passa telegramas?)

Não precisa
fazer lista de boas intenções
para arquivá-las na gaveta.
Não precisa chorar arrependido
pelas besteiras consumadas
nem parvamente acreditar
que por decreto de esperança
a partir de janeiro as coisas mudem
e seja tudo claridade, recompensa,
justiça entre os homens e as nações,
liberdade com cheiro e gosto de pão matinal,
direitos respeitados, começando
pelo direito augusto de viver.

Para ganhar um Ano Novo
que mereça este nome,
você, meu caro, tem de merecê-lo,
tem de fazê-lo novo, eu sei que não é fácil,
mas tente, experimente, consciente.
É dentro de você que o Ano Novo
cochila e espera desde sempre.

 

5 de novembro de 2012

A Beleza Interior – por Madre Teresa de Calcutá

Lembre-se sempre de que a pele enruga, os cabelos se tornam brancos, os dias se convertem em anos… Mas o importante não muda: sua força interior e sua convicção não têm idade.

Seu espírito é o espanador de qualquer teia de aranha. Depois da linha de chegada, há uma de partida. Depois de cada êxito, há outro desafio. Enquanto estiver viva, sinta-se viva. Se sente falta do que fazia, volte a fazê-lo. Não viva de fotos amarelas…

Continue, mesmo que todos esperem que abandone. Não deixe que se oxide o ferro que há em você. Faça com que em vez de pena, lhe tenham respeito. Quando, por causa dos anos, não puder correr, trote. Quando não puder trotar, caminhe. Quando não puder caminhar, use a bengala. Mas nunca se detenha.

5 de novembro de 2012

COMO ANDA SUA AUTOCONFIANÇA?

Sua biografia pode revelar muito sobre como você lida com obstáculos

“A confiança é um ato de fé, e esta dispensa raciocínio.” – Carlos Drummond de Andrade

A confiança é um sentimento básico do ser humano, é o cimento que constrói os relacionamentos, sejam amorosos, familiares, profissionais ou de amizade. Sem a confiança, um relacionamento pode até existir, mas de forma superficial e com cobranças e ressentimentos. Seu oposto, a desconfiança, é um entrave real a qualquer tipo de relacionamento e nos isola. Se nos relacionamentos a confiança no outro é imperativa, em todas as situações da vida (mesmo nos relacionamentos), a confiança em si mesmo é condição necessária para a ação.

Nós, seres humanos, temos a capacidade de pensar, de sentir e de agir. Para agir, precisamos ter desenvolvido a confiança em nós mesmos, e na ajuda do outro que podemos precisar se cairmos.“Nós, seres humanos, temos a capacidade de pensar, de sentir e de agir. Para agir, precisamos ter desenvolvido a confiança em nós mesmos, e na ajuda do outro que podemos precisar se cairmos.” A confiança se desenvolve no primeiro setênio, entre o nascimento e os 7 anos, a fase em que somos mais dependentes do cuidado dos outros, sejam pai, mãe, avós, babá, irmãos mais velhos. É esta dependência, este estar aberto a ser cuidado, que permitirá o desenvolvimento da confiança no outro que levaremos para a vida.

CULTIVANDO CONFIANÇA

Se recebemos cuidados atenciosos, calor, proteção, a confiança no outro florescerá com força. E esta confiança assim cultivada permitirá discriminar quando a ação do outro é sincera ou não, quando podemos depositar nossa confiança em alguém ou não. Se, contudo, fomos deixados de lado por quem deveria ter cuidado de nós, ou se fomos cuidados de forma mecânica, sem o carinho e o calor que o cuidar de uma criança pequena exige, essa confiança fenecerá, morrerá antes mesmo de crescer, se atrofiará.

Assim também se dá com a autoconfiança. Desde o nascimento, vamos criando as possibilidades físicas para subverter a lei da gravidade e ficarmos eretos, de pé, e andar com nossas próprias pernas. Logo cedo firmamos o pescoço e podemos girar a cabeça para um lado e para o outro, depois firmamos os braços e o tronco, o que amplia essa elevação de nosso campo de visão, além de permitir que o neném se arraste pelo chão. Essa força alcança as pernas e cintura, assim logo estamos engatinhando, ágil e rapidamente, conquistando o mundo ao nosso redor. Esta força nos leva a segurar nos objetos que encontramos e a nos levantarmos, conquistando a posição vertical, para logo depois começarmos a andar. É claro que este processo envolve muitas tentativas e erros- e o erro é cair no chão.

CAINDO PARA DEPOIS LEVANTAR

O que acontece se os pais não permitem que a criança brinque no chão, por medo de germes? Ou quando o neném é “presenteado” com um andador? Ou quando a criança fica sob o olhar obsessivo dos pais para nunca cair? No desenvolvimento de nossas biografias, esta possibilidade de cair e levantar e a confiança de que alguém pode ajudá-lo se você cair, reaparece em outro contexto logo que nos tornamos adultos, por volta de 21 anos. Entramos numa fase de muitas experimentações, mergulhamos de cabeça no mercado de trabalho (muitos até antes disso) e quebramos a cara muitas vezes, caímos e levantamos, às vezes sozinhos, às vezes pedindo ajuda. E é através dessas experimentações que aprendemos habilidades novas, desenvolvemos nossos potenciais criativos que nos acompanharão pelo resto da vida.

Mas se, quando bebê, você não pôde cair e levantar, se você ficava no berço ou no cercadinho, para não ter contato com germes ou não se machucar se caísse, você provavelmente não terá desenvolvido a confiança em sua capacidade de errar e depois acertar, de cair e levantar. Se você ficou num andador, correndo pela casa sem precisar fazer esforço, de forma totalmente artificial, como será quando você encontrar obstáculos na sua vida adulta que requerem persistência e determinação, aquela força de vontade que você deveria ter cultivado fazendo força enquanto segurava no sofá para levantar-se quando era um neném? E se, a menor ameça de que você vai cair enquanto aprende a andar, aparece uma mão adulta e forte, que impede que você conheça a dureza do chão, como você reagirá ao ser demitido do primeiro emprego ou ao tomar um fora daquele namorado que você pensou que fosse o homem da sua vida? O sentimento de dureza do chão certamente será muito amplificado para quem nunca pôde experimentá-lo.

Nossas experiências na primeira infância permitirão nosso desenvolvimento nos primeiros momentos de nossa vida adulta. Isto não é algo imutável, contudo. Com força de vontade podemos mudar esta determinação e transformar nossas vidas. Assim, se você percebe que lhe falta autoconfiança, procure saber como foi seu processo de começar a andar. Crie para si mesmo, a partir desta compreensão, as condições para desenvolver a autoconfiança. Se cada vez que quebra a cara você pensa em desistir, tenha a disciplina de persistir e tentar mais uma vez (só precisa ter cuidado para ver se isso não é um padrão de comportamento), caia e levante-se. Se precisar de ajuda, busque uma terapia ou um grupo de ajuda mútua.

Aprenda a confiar em si e nos outros, e perceba como suas ações e seus relacionamentos mudarão.

MARCELO GUERRA (Médico graduado pela UFRJ. Começou a carreira como Psicanalista e depois enveredou pela Homeopatia e Acupuntura. Ministra oficinas e palestras em todo o Brasil e atende em consultório no RJ).

5 de novembro de 2012

Linda mensagem para refletirmos

Ontem passado.
Amanhã futuro.
Hoje agora.

Ontem foi.
Amanhã será.
Hoje é.

Ontem experiência adquirida.
Amanhã lutas novas.
Hoje, porém, é a nossa hora de
fazer e de construir.

 

 

 

 

 

 

(Trecho do poema do Espírito Emmanuel, psicografado por Chico Xavier)

3 de novembro de 2012

Viagem Cósmica – por Rinalda Lima

* * *

Quero que você me leve às estrelas

Desenhe cometas e,

Como um meteoro que avança

Grite e se multiplique em trilhões.

Quero ir com você ao fundo

De nós dois idênticos

Na presença dos beijos incendiados

Dos instantes riscados no respirar.

Nessa viagem cósmica os astros são nossos companheiros.

* * *

Retirado do Jornal O Capital (Setembro 2012 - Aracaju - SE)
30 de outubro de 2012

Pensamento da semana

HUMILDADE – PARA RECONHECER O ERRO

SABEDORIA – PARA APRENDER COM ELE

CORAGEM – PARA MUDAR